Imprensa
Família sem saúde

Da Coluna

19/3/2010 | Jornal O Dia



Os 1.500 funcionários que atuam, via organizações sociais (OSs), no Programa de Saude da Família (PSF), na Zona Oeste, estão há tres meses sem receberisso, enquanto a prefeitura almeja oferecer serviços de diagnósticos à distância. Tudo comecou com uma dívida de R$ 15 milhões com o Consórcio de Instituições de Ensino Superior da Zona Oeste (Ciezo), que era responsável pelo programa. No fim de 2009, as paulistas SPDM e Iabas assumiram, respectivamente, Santa Cruz e Bangu e aí o angu embolou de vez...

Com medo de perder o emprego, os funcionários comecaram a trabalhar para a Iabas sem contrato, sem assinar a rescisão com a Ciezo e sequer saber o valor do salário! No início de março, apenas um grupo foi contemplado com o dinheiro de um dos meses em atraso que foi retirado na boca do caixa de uma agência indicada pela OS. Em vez de contracheque, a única garantia dos trabalhadores foi um comprovante de saque.

Por causa disso, o serviço está comprometido no Centro, Leopoldina, Acari, Jacarepaguá, Barra, Bangu e Campo Grande. Entre os funcionários estão médicos, dentistas, auxiliar de enfermagens e agentes de saúde.

O caso foi denunciado pelo vereador Paulo Pinheiro ao Ministerio Público do Trabalho.



   
 
 
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