Imprensa
Vereador critica processo seletivo

Iabas: 608 vagas somente até esta terça-feira, dia 19

19/06/2012 | Folha Dirigida



Por Alan Bittencourt

O Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (labas) está promovendo cinco processos seletivos. As inscrições terminam nesta terça-feira, dia 19, e as provas já serão aplicadas no próximo domingo, dia 24, com a homologação acontecendo no sábado, dia 30. Essa seleção-relâmpago não está agradando ao vereador Paulo Pinheiro (PSOL).

"Sou contrário à essa seleção. Sou radicalmente a favor do concurso público, a forma mais democrática de ingresso no serviço público. Quando uma Organização Social (OS) promove uma seleção, fica estranho, ainda mais com essa rapidez", declarou o parlamentar. Para Pinheiro, esse modelo de gestão na área de Saúde não é o ideal.

"Quem tem que fazer o concurso é a prefeitura, que, infelizmente, adotou esse modelo para gerir a Saúde. Defendo a volta do concurso público para profissionais da Saúde no município do Rio de Janeiro", disse.

Segundo o vereador, a prefeitura justificou a parceria com as OSs como uma maneira de melhorar o atendimento à população. "A melhora prometida não aconteceu. E só ir aos hospitais, UPAs e postos de saúde, que você constatará a falta de médicos. A população carioca não foi beneficiada. A contratação de profissionais da Saúde pelas OSs acarreta numa alta rotatividade. Com isso, o atendimento fica prejudicado", afirmou.

Paulo Pinheiro disse que a carência no setor continua grande. Ele aponta o caminho para que se chegue à solução. "O primeiro passo é fazer concurso. Os profissionais da área têm que ser servidores públicos. Outro fator importante é a remuneração. Tem que pagar salário de mercado. O que a prefeitura paga aos médicos é muito pouco.Outra medida importante, e que estou lutando na Câmara, é a criação do plano de carreiras da Saúde, o que atrairia muita gente para fazer os concursos. Porém, concurso na Saúde só se mudar o prefeito", falou.

Vice-presidente da Comissão de Higiene, Saúde Pública e Bem-Estar Social, Pinheiro afirmou que algumas OSs têm cometido irregularidades. "Temos denúncias de que algumas OSs não estão cumprindo a legislação trabalhista, causando prejuízo aos cofres públicos. Estamos apurando e vamos continuar trabalhando", disse.



   
 
 
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