Perfil

Carioca de São Cristóvão, casado e pai de dois filhos, Paulo Pinheiro, nascido em 1949, iniciou sua carreira política em 1996, quando foi convencido pelo sanitarista Sérgio Arouca a deixar a direção do Hospital municipal Miguel Couto para concorrer a uma vaga na Câmara Municipal. Após 14 anos na instituição onde ocupou os cargos de vice-diretor e diretor, o pediatra e especialista em gestão hospitalar foi eleito para vereador com 22 mil votos e, desde então, escreveu uma trajetória respeitável no desgastado cenário político do Rio, sendo eleito deputado estadual em 1998, reeleito em 2002 e retornando para a Câmara em 2008.

Todos os seus mandatos foram pautados no respeito à conduta ética (é co-autor do Código e do Conselho de ALERJ), na fiscalização do executivo (apresentou 58 representações ao Ministério Público contra o desvio de recursos da saúde a projetos assistencialistas do governo do estado), na criação de leis pensadas para a população e, é claro, possui forte atuação na área da Saúde, sua especialidade por formação.

Foi autor de leis de grande impacto para a população e para os profissionais de saúde, como a que criou os conselhos gestores nas unidades de saúde - uma tentativa de democratizar as direções das unidades – e que criou o Disque-Saúde, serviço através do qual o cidadão passou a realizar denúncias e obter informações sobre a rede de saúde do município, por exemplo.

Em luta constante contra os sucessivos projetos de privatização da saúde pública, conseguiu aprovar na Assembléia Legislativa uma lei (3.202/199) revogando o Programa de Terceirização dos Hospitais Estaduais. Combateu as Cooperativas, as ONGs, as Fundações e foi voto vencido na Câmara na aprovação da lei das Organizações Sociais (OSs).

Com a difícil tarefa de fazer uma oposição propositiva, Paulo Pinheiro conta com o apoio do Tribunal de Contas do Município e do Ministério Público para conseguir algumas vitórias, como na ocasião em que a justiça impediu que a Prefeitura do Rio entregasse as emergências dos Hospitais Municipais para OSs.

Já no final de 2011, insatisfeito com a aliança de seu antigo partido com os governos que tanto combate, Pinheiro abraçou o projeto do PSOL, Partido com uma política mais condizente com o que sempre praticou.

Paulo Pinheiro está entre os quatro parlamentares que recusarem um aumento de mais de 60% em 2011 e, estavam também, entre os responsáveis por iniciar o movimento que acabou com o cancelamento da compra de uma frota de luxo para os vereadores cariocas, mimo esse que eles já haviam se recusado a receber.

Quem quiser conhecer ainda mais o vereador, pode procurá-lo em seu gabinete, no plenário da Câmara (já que ele tem o hábito de expor sua opinião sempre que possível), no Buraco do Lume (onde o PSOL realiza sua prestação de contas em praça pública, todas as sextas, às 12h30) ou continuar navegando no site.

 
 
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